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MUDAMOS VIDAS E NEM SABEMOS

  • 6 de ago.
  • 2 min de leitura

Atualizado: 6 de ago.

SANTA CRUZ DO SUL - Quinta-feira de semana que tem Stock Car nós temos sempre um compromisso marcado. Antes de ir para a pista - em todas as cidades que vamos -  levamos nosso carro e nossos pilotos para participar de alguma ação social.


Desde que a Blau ingressou na Stock Car como equipe em 2017, foram mais de 80 ações como a de hoje, onde visitamos o hospital Ana Nery, em Santa Cruz do Sul.


Nos caminhos da maior categoria do automobilismo brasileiro pelo país, passamos por hospitais, instituições de ensino para menores carentes, visitamos adultos, crianças, promovemos campanha de doação de sangue...

Quando o terror das chuvas se abateu sobre o Rio Grande do Sul, viemos de helicóptero trazer medicamentos e cestas básicas.


Além disso, por diversas vezes, levamos crianças em situação de vulnerabilidade para os autódromos, para ver os carros de perto e participar de palestras dos nossos pilotos.


Muitas delas saíam de lá com um brilho diferente, talvez acreditando que mesmo diante de todas as dificuldades que enfrentavam, poderiam chegar a algum lugar se se didicassem aos estudos como nós nos dedicamos às corridas.

Ninguém me contou isso. Eu vi.


Certa vez, durante uma visita a um hospital em Cascavel (PR), uma criança que fazia tratamento para vencer um câncer disse que queria ir na corrida. Não lembro o nome dele. Tinha entre 11 e 13 anos e disse que gostava muito. Os médicos liberaram e ele foi. Ficou no nosso box. E se divertiu demais.


Alguns meses depois, recebi uma ligação da mãe dele. Ela queria me contar que o filho dela não tinha conseguido vencer o câncer. Mas que ela, naquela ligação, estava feliz.


Ela me disse que, desde que ele havia sido diagnosticado com a doença, havia se tornado um garoto triste. Mas que aquele dia, nos boxes, vendo todo o agito da corrida de perto e longe de um quarto de hospital, ele viveu o dia mais feliz da vida dele.


Eu não sei quantas vidas nós transformamos de alguma forma. Mas cada vez que uma criança sorri no momento que ganha um boné, quando os pequenos ou os adultos esquecem um pouco da dor que estão passando no momento que a gente chega no quarto, eu tenho a confirmação de que todo esse trabalho que fazemos vale a pena.

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